29/07/2026 - Wellington Macedo em depoimento na CLDF
Carlos Gandra/CLDF
A Justiça do Distrito Federal manteve a condenação de Wellington Macedo de Souza a seis anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo caso da bomba colocada em um caminhão-tanque próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022.
A decisão unânime foi divulgada nesta quarta-feira (29). Wellington foi condenado pelo crime de explosão majorada.
???? Explosão majorada é o crime de explosão cometido em circunstâncias previstas em lei que aumentam a pena. Neste caso, o aumento está relacionado ao fato de o artefato ter sido colocado em um caminhão-tanque carregado com com 63 mil litros de querosene de aviação.
Segundo o processo, a bomba só não detonou por causa de uma falha na montagem do mecanismo de acionamento.
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No recurso, a defesa de Wellington alegou "ausência de intenção, desconhecimento sobre o conteúdo transportado, além de defender a tese de crime impossível, uma vez que o artefato não teria capacidade real de explodir".
Os desembargadores rejeitaram os argumentos.
Segundo o tribunal, imagens de câmeras de segurança e a confissão de um dos outros envolvidos mostraram que o grupo passou repetidas vezes pelo local antes de escolher o ponto onde o explosivo seria colocado. A perícia concluiu ainda que a carga explosiva tinha capacidade para provocar uma detonação.
A Turma também rejeitou o pedido da defesa para que fosse reconhecida uma participação de menor importância de Wellington. Para o colegiado, ele transportou o artefato e ajudou a escolher o local e o momento da ação, tendo participação essencial na execução do crime.
Meses foragido e prisão no Paraguai
Wellington foi condenado a seis anos de prisão pela Justiça do Distrito Federal. Após passar meses foragido, ele foi preso no Paraguai em setembro de 2023. Relembre:
Cearense Wellington Macedo é preso no Paraguai
Ele cumpriu parte da pena em regime fechado e, em dezembro de 2024, recebeu autorização para passar ao regime semiaberto.
Em junho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou uma nova prisão preventiva contra Wellington e os outros dois condenados pelo caso, após descumprimento de medidas cautelares.
Em setembro do mesmo ano, Moraes negou um pedido de soltura apresentado pela defesa de Wellington. Na decisão, o ministro afirmou que o condenado havia descumprido a prisão domiciliar e publicado um vídeo nas redes sociais dizendo que estava fugindo de um mandado de prisão e pedindo contribuições financeiras.
Relembre o caso
O caso aconteceu em 24 de dezembro de 2022. Segundo as investigações, Wellington Macedo, George Washington de Oliveira Sousa e Alan Diego dos Santos Rodrigues se conheceram no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, após as eleições daquele ano.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o objetivo do grupo era cometer crimes que provocassem comoção social para estimular uma intervenção militar e a decretação de Estado de Sítio.
Inicialmente, o plano era colocar o explosivo próximo a um poste para prejudicar a distribuição de energia elétrica na capital. Na véspera do Natal, porém, o grupo mudou o alvo.
Segundo a denúncia, George montou o artefato e o entregou a Alan, que o repassou a Wellington. Wellington e outro homem foram até a região do aeroporto e colocaram a bomba no eixo traseiro do caminhão-tanque carregado com querosene de aviação.
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